A cada dia os fatos corroboram minha conclusão: é da essência do ser humano se corromper.
Deixemos para lá as corrupções mais escabrosas, como a que envolve o Governo do Distrito Federal, desmantelada a pouco, mediante um vídeo onde é possível ver o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal guardando dinheiro indevido em todos os buracos que sua vestimenta oferecia.
Analisemos nós, pessoas honestas (aparentemente). Quando crianças, realizamos tarefas, que deviríamos fazer por nós mesmos, mediante incentivos de nossos pais, como, por exemplo, quando ganhamos presentes pelas boas notas na escola. É a corrupção se manifestando desde pequeno com conivência e apoio de nossos pais.
Chamo este método de criação de “Educação Corruptiva”. Os pais, ao invés de ensinar os filhos pelo método metódico preferem o método corruptivo, às vezes por lhes faltar paciência, outras por mero comodismo.
Concordo que uma ou outra recompensa por uma ou outra tarefa prodigiosa tem lá seu valor e é, quase sempre, salutar; mas condicionar toda a realização de dever a um presente sai das rédeas da recompensa, tornando-se corrupção.
Dessa forma, educamos nossas crianças no sentido de sempre exigir contraprestação a mais por algo que deveriam fazer de ofício.
Muitos, graças a Deus, conseguem não se deixar influenciar por este estranho método educativo e se tornam grandes pessoas.
Outros sofrem grande influência deste modo de criação e continuam assim quando adultos. Quando estas pessoas vão parar no serviço público é que vemos cenas como a citada no começo deste texto.
Apenas temo que eu tenha, com este texto, oferecido uma nova linha argumentativa para a defesa dos Corruptos. Estes poderão alegar: “a culpa não é minha; é dos meus pais, que assim me criaram”.
Escrito por cabecinha 
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