Corruptíveis Humanos

Segunda-feira, 30/11/2009

A cada dia os fatos corroboram minha conclusão: é da essência do ser humano se corromper.

Deixemos para lá as corrupções mais escabrosas, como a que envolve o Governo do Distrito Federal, desmantelada a pouco, mediante um vídeo onde é possível ver o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal guardando dinheiro indevido em todos os buracos que sua vestimenta oferecia.

Analisemos nós, pessoas honestas (aparentemente). Quando crianças, realizamos tarefas, que deviríamos fazer por nós mesmos, mediante incentivos de nossos pais, como, por exemplo, quando ganhamos presentes pelas boas notas na escola. É a corrupção se manifestando desde pequeno com conivência e apoio de nossos pais.

Chamo este método de criação de “Educação Corruptiva”. Os pais, ao invés de ensinar os filhos pelo método metódico preferem o método corruptivo, às vezes por lhes faltar paciência, outras por mero comodismo.

Concordo que uma ou outra recompensa por uma ou outra tarefa prodigiosa tem lá seu valor e é, quase sempre, salutar; mas condicionar toda a realização de dever a um presente sai das rédeas da recompensa, tornando-se corrupção.

Dessa forma, educamos nossas crianças no sentido de sempre exigir contraprestação a mais por algo que deveriam fazer de ofício.

Muitos, graças a Deus, conseguem não se deixar influenciar por este estranho método educativo e se tornam grandes pessoas.

Outros sofrem grande influência deste modo de criação e continuam assim quando adultos. Quando estas pessoas vão parar no serviço público é que vemos cenas como a citada no começo deste texto.

Apenas temo que eu tenha, com este texto, oferecido uma nova linha argumentativa para a defesa dos Corruptos. Estes poderão alegar: “a culpa não é minha; é dos meus pais, que assim me criaram”.


Quem matou o Azambuja?

Quinta-feira, 26/11/2009

2012?

Quarta-feira, 25/11/2009

O presidente Barack Obama apresentará na conferência de Copenhague sobre o clima a meta de redução de 17% das emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos em 2020. A meta se amplia para 30% em 2025 e 42% em 2030.

Enquanto isto, olho pela janela do meu quarto e vejo tempestades que não me lembro de ter visto, e com uma razoável frequência. Se alguns cientistas ainda relutam em atribuir as consequências do mau tempo à emissão de gases do efeito estufa, a natureza está lhes mostrando esta correlação, e de maneira rápida.

A conscientização sobre a preservação da natureza é condição sine qua non para nossa sobrevivência. Um planeta mais aquecido que o normal traria catástrofes inimagináveis. Se estamos acostumados a viver com o errado, a natureza não. E ela sente a mais sutil mudança.

Ficamos sempre preocupados com fenômenos apocalípticos, como meteoros, doenças, entre outras e nos esquecemos que somos nós que estamos nos encarregando de acabar com a Terra.

O Apocalipse da vez é o baseado no filme 2012, que retrata o fim (ou a brusca mudança) da Terra no ano de 2012, baseando-se na data final do Calendário de Contagem Longa Mesoamericano, que possui ciclos de 5.125 anos e encerra-se no dia 21 ou 23 de dezembro de 2012.

Do jeito que a coisa anda acabaremos com o mundo antes desta data…


Luz no fim do túnel

Quinta-feira, 19/11/2009

Do Ziraldo.

*Charge publicada em 1974 no Jornal do Brasil.

NR: Certos temas estão sempre atuais…


Nas mãos de Lula

Quarta-feira, 18/11/2009

E a decisão sobre Battisti ficou o seguinte: o STF autorizou a extradição, mas cabe à Lula a palavra final sobre extraditar ou não.

Trocando em miúdos: Lula decide se extradita Battisti ou não…

Ao presidente Lula, a quase um mês do natal, ao invés de peru veio um abacaxi… E dos grandes…

Boa sorte Sr. presidente…


Julgamento de Battisti

Quarta-feira, 18/11/2009

Tá rolando agora o Julgamento de Battisti.

Gilmar Mendes pode desempatar o jogo.

Veja aqui, ao vivo, o julgamento.


Fica Battisti

Segunda-feira, 16/11/2009

E vale de tudo para fazer Battisti ficar no Brasil. Depois do pedido para que o ministro Gilmar Mendes não votasse, a defesa de Battisti pede agora para que o ministro Carlos Ayres Britto modifique seu voto, no sentido de favorecer Battisti.

Do jeito que está, 4X4 nos votos, a tese de Battisti prevalece, pois em caso de empate prevalece a defesa.

Cabe a Mendes decidir se dá o voto de minerva ou não. Mas lembramos, se Ayres Britto modificar seu voto, Inês já estará morta, Batttisti fica!

Ainda bem que pelo menos o recém-chegado, ministro Toffoli, indicado recentemente por Lula e advogado do PT antes de virar juiz da Corte Suprema, se declarou impossibilitado de julgar.

Por incrível que pareça, até Lobby tem limite, mas só às vezes…


Boa Brasil!

Sexta-Feira, 13/11/2009

O Brasil levará para a convenção do clima das Nações Unidas em Copenhague, na Dinamarca, o compromisso “voluntário” de reduzir as emissões de gás carbônico em até 38,9% até 2020.

É uma meta ousada e que poderá influenciar outros países. O Brasil, em matéria ambiental, ocupa lugar de liderança mundial.

Muito ainda há de se fazer para atingir as metas. Entretanto, nossa Constituição e nossas Leis ajudam na proteção ambiental, basta apenas aplicação pelos órgãos governamentais e pela Justiça.

Os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos por todos no mundo inteiro. É necessário passar da teoria à prática para reverter este quadro. Caso contrário o “sertão vai virar mar…”.


Apagão

Quarta-feira, 11/11/2009

O apagão de ontem surpreendeu, assustou e trouxe inúmeros prejuízos a muitas pessoas. Só quando ocorre uma situação desta nos damos conta do quanto somos dependentes da energia… Sem ela o mundo para!

Ocorre que muitos tiveram prejuízos com o apagão de ontem. E aí? Ficamos no prejuízo?

Nada disso. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade da Distribuidora de Energia independe de culpa, ou seja, provocou dano por causa da interrupção da energia, paga.

A página da Globo.com traz ilustrativo roteiro para quem pretender ver ressarcidos os prejuízos. Clique aqui para conferir.


Incoerência acadêmica

Terça-feira, 10/11/2009

Minha a avó sempre dizia: “Quem não pode com a mandinga, não carrega patuá”.

Pois é. A decisão da Uniban em expulsar a aluna Geisy Arruda, pelos seus próprios fundamentos (ou à ausência deles) não teria vida longa.

O Conselho Acadêmico, juntamente com a Alta Direção da faculdade, se mostraram inabilitados à promoção da educação no Brasil.

Foi o cúmulo da incoerência decidir algo em um dia e revogar a decisão no dia seguinte. Espera-se o mínimo de reflexão de uma Direção Acadêmica em decisões desta magnitude.

Era realmente de se estranhar a pretensa eficácia do Conselho Acadêmico em apurar e julgar o caso em tão pouco tempo. A eficiência se transformou em incompetência e a rapidez em preciptação, tornando lamentável o desenrolar dos fatos.

Vai a nossa solidariedade às verdadeiras vítimas deste episódio: os alunos não envolvidos nesta baderna que, muitas vezes, com dificuldade, pagam um curso universitário para buscar um futuro melhor.

Que estes tenham a serenidade de perceber que a culpa não foi da aluna da microsaia, mas do Conselho Direitor da faculdade e dos baderneiros que iniciaram toda esta confusão por nada.