Novo Brasil, velho Brasil

Terça-feira, 07/07/2009

Interessante reportagem do jornal britânico Financial Times declarou que o Brasil começa a ser ouvido no cenário internacional. Acredita, o jornal, que a condução da economia no Brasil mais se assemelha aos países desenvolvidos do que aos países em desenvolvimento.

Entretanto, o jornal britânico deixa claro que ainda há muito problemas em nosso país. Cita que ainda há “um velho Brasil”, com “estradas e infra-estrutura dilapidadas, motoristas ‘barbeiros’, crimes violentos e a aceitação de que a corrupção é algo normal”. Acrescenta: “É também um Brasil onde os velhos e maus hábitos perduram e onde os políticos ainda se contentam em empurrar os problemas fiscais com a barriga”.

Se a economia vai bem, a moralidade administrativa, ou melhor, a famosa “vergonha na cara”, ainda vai demorar um pouquinho para se consolidar.


Melhor emprego

Segunda-feira, 06/07/2009

E quem quer ficar imune aos efeitos da crise (esta e as outras que virão) o melhor que tem a fazer é encostar-se ao Governo.

Estão abertas mais de 125 mil vagas em todo o país, com salários que variam de R$ 1.000 a R$ 15.000.

Vamos estudar!


Crise?

Segunda-feira, 06/07/2009

Num reclama de barriga cheia!

Na contramão da crise (que crise?), as vendas de carros em junho pelas montadoras instaladas no Brasil somaram o recorde de 300,2 mil unidades, 17,2% superior ao registrado em igual período de 2008.

E viva o Governo Federal que reduziu o IPI sobre os automóveis! E viva o lobby das montadoras!

Agora sabemos que redução de impostos e crescimento econômico podem andar juntos.


Unindo os presuntos

Segunda-feira, 18/05/2009

Após a “bola fora” histórica da Sadia ao apostar em derivativos cambiais (o que lhe resultou um prejuízo antológico), hoje dever ser anunciada a união entre ela e a Perdigão.

A escolha entre os presuntos e mortadelas ficará sem graça…

Notícia na íntegra aqui.


Início das mudanças

Terça-feira, 05/05/2009

O mês de abril marcou uma mudança histórica nas relações comerciais do Brasil. Pela primeira vez, a China se consolidou como maior parceiro comercial do país, desbancando os EUA, que assumiam o posto desde 1930.

Seria o início das mudanças? Da derrocada americana e surgimento de novas potências? Ainda sustento a tese de que o Brasil, usando com inteligência seus recursos naturais (especialmente a água e o petróleo do pré-sal), é sério candidato ao posto, junto, é claro, com a China.


No passado o povo saía ganhando.

Quarta-feira, 22/04/2009

Por Victor Höring:

Sistema : Feudalismo:

Você tem duas vacas. Seu senhor confisca parte do leite para ele.

Sistema : Socialismo:

Você tem duas Vacas. O governo as tira de você e as coloca num curral, juntamente com as vacas de todo mundo. Você tem que cuidar de todas as vacas. O governo lhe dá um copo de leite.

Sistema : Comunismo Russo:

Você tem duas vacas. Você tem que cuidar delas, mas o governo fica com todo o leite. Você rouba o máximo possível do leite e o vende no mercado negro.

Sistema : Comunismo Cambojano:

Você tem duas vacas. O governo as pega e o fuzila, acusando-o de ser um capitalista criminoso, centralizador de recursos de produção da Nação e fomentar a fome de seu povo.

Sistema : Ditadura Iraquiana:

Você tem duas vacas e é fuzilado por ser suspeito de contaminar o rebanho de todo o país.

Sistema : Democracia Representativa Britânica:

As duas vacas estão loucas. A família real tenta manter as aparências perante a imprensa.

Sistema : Capitalismo Norte Americano:

Você tem duas vacas. Vende uma delas e compra um touro, que usa para inseminar a vaca e também as demais vacas da região (cobrando pela cobertura, naturalmente). Depois, começa a exportar esperma bovino para mercados emergentes. Após vários anos de expansão, sua empresa lança uma oferta pública inicial para ser apresentada na Bolsa de Valores de Nova York.
Após anos de sucesso, uma crise econômica na Europa faz suas ações despencarem, e para piorar surge uma onde de falta de confiança no ramo alimentício, fazendo as suas ações cairem ainda mais. Como a grande parte de seu capital de giro dependia da alta especulação de suas ações, você não tem escolha a não ser declarar falência.
Após toda a odisseia desencadeada pela crise, você, falido, percebe que ainda lhe restam duas galinhas. Vende uma delas, compra um galo, o ciclo recomeça. Depois de três anos lutando com o passar da crise, finalmente a economia volta a aquecer, com o boom do mercado alimentício, você volta a apostar na Bolsa de Valores, após várias semanas incertezas, surge um rumor de crise asiática.
Você, sedentário, estressado, cansado, não aguenta a notícia de queda das ações, e sofre um infarto, morre frustrado, por nunca ter conseguido ficar ralmente rico, por nunca ter tido tempo para amar sua mulher, não ter dado uma vida considerada dígna por você e pela sociedade aos seus filhos, e tão-pouco para sua mulher, pois sempre estava ocupado tentando ficar rico!

Sistema : Democracia Burocrática Brasileira:

Você tem duas vacas. O governo federal cria normas para determinar como você vai alimentá-las e quando poderá tirar leite. O Congresso institui o IOL – Imposto sobre a Ordenha do Leite que abocanha 24,3% do valor da venda do leite sobre um faturamento médio projetado – mesmo que você não consiga vender o leite, pagará imposto, pois a base tributária incide sobre uma estimativa de produtividade.
Baseado no conceito norte-americano, você decide vender uma das vacas, e comprar um touro, com o nobre propósito de dar uma melhor qualidade de vida para a sua família.
Após arduos anos de pouco leite, pois você só tem uma vaca, os seus novilhos, finalmente começam a produzir. Você continua o processo de expansão, quando o prefeitura municipal, sabendo da existência de um “boom” bovino na cidade, institui o IPTURAVDB – Imposto Predial Territorial Urbano e Rural sobre Abrigos de Vacas e demais Bovinos – calculados à base de 318,9876435 UFMs por metro quadrado da propriedade.
Entrementes, o governo estadual, endividado, ciente da expansão bovina na sua região, institui o ICVDL – Imposto de Circulação de Vacas e Derivados de Leite com a alíquota de 47,8% calculados sobre o valor de aquisição venal das vacas e/ou sobre o preço mínimo venal estipulado para o leite e derivados naquela Região. Logicamente que, tendo sido vendido o leite a preço superior ao preço venal fixado, a base de cálculo será a maior das duas.
Após poucos meses, em razão de um acordo entre os governos municipais e estaduais, é instituído o rodízio de vacas e demais bovinos nas ruas de cada cidade, com o plausível propósito de reduzir a poluição estercal das ruas. O desrespeito implicará na multa de R$100,00 por vaca por dia de autuação.
Com base no seu sucesso, muitos outros empresários começam a investir no ramo bovino.
O governo norte-americano e europeu, pressionados pelos produtores locais, descobrem que existem evidências de doenças bovinas nas nações vizinhas ao Brasil, e visando a saúde de sua população eles fecham os portos para a importação de carne e derivados do leite provenientes do Brasil, além de aumentarem os impostos de importação.
O governo federal brasileiro, sabendo da forte oscilação do preço no mercado, lhe paga para não tirar leite das vacas em determinadas épocas do ano, sob o argumento do controle de preços (pois leite com excesso de oferta fará cair o preço no mercado, podendo oscilar perigosamente a o preço do leite no mercado).

Você, Cidadão, esmagado pela carga tributária, leiloa quase todo o seu rebanho, doa uma vaca para uma instituição de caridade e abate a derradeira, oferecendo um churrasco para amigos e vizinhos. Ao retornar para casa, dois fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária estão lhe aguardando com uma intimação para depor no abate não autorizado de animais para consumo.


Mais óleo negro

Terça-feira, 14/04/2009

A Petrobras anunciou hoje a descoberta de mais um bloco de petróleo pré-sal, agora na bacia de Santos.

Agora resta pedir a Deus juízo aos nossos políticos para a correta exploração destes recursos naturais.

A riqueza é tanta que não vacilo em dizer que tais recursos, se bem explorados, possam nos dar o status de potência mundial.


Moedas

Segunda-feira, 06/04/2009

Com a desvalorização do Dólar, o Brasil está adotando a prática de reger as relações comerciais no Mercosul sob as moedas locais, em especial o Real.

Agora o Brasil está propondo à China que façam o mesmo, ou seja, que regam suas relações comercias pelas suas moedas: Real e Yuan.

Acredito que esta prática não seja aconselhada. Mesmo desestabilizado, o Dólar conta com certa estabilidade. Já o Real e o Yuan nem tanta. Basta lembrar que no início do plano Real era possível comprar uma unidade da moeda americana com 50 centavos de Real.


A cor dos olhos da crise

Quarta-feira, 01/04/2009

Por Cacá:

Um pouco antes de sermos Novo Mundo tínhamos nosso próprio mundo. Culturas milenares dominavam regiões, aproveitavam suas riquezas dando aula de sustentabilidade e responsabilidade. Não importando o canto da América, crescemos independente de qualquer outra civilização. Até que outra tribo, um tanto quanto pálida e coberta nos descobriu e resolveu nos tornar melhores.

Éramos atrasados demais. Precisávamos de espelho e eles do nosso ouro, da nossa madeira, das nossas preciosidades. Nossa crença não bastava, tiraram nosso sol e nos deram imagens. Éramos índios. Tornaram-nos pálidos e cobertos.

Quando não havia mais o porquê de presentes, saíram. Tivemos que nos adequar à nova ordem, aprendemos, à nossa maneira, a crescer, a desenvolver. Precisamos de ajuda, muitas vezes, mas ela nunca foi tão caridosa: Era outra forma de exploração.

Éramos ricos, civilizados, religiosos. Transformaram-nos em uma sociedade subdesenvolvida, carente, sem democracia, e com fé. Nós, latinos, fruto de uma mistura belíssima, somos, em um só, todos os povos. Construímos nossos países, sustentamos nossa pátria, cuidamos do nosso povo. Ainda que não seja a forma ideal, ainda que mães esperem em filas de hospitais, ainda que a educação não alcance a todos, temos que nos orgulhar por nos reerguer sozinhos. Estamos em desenvolvimento, temos nosso grupo econômico, temos presidentes preocupados com a terra, com seu patrimônio natural, com a educação e com o futuro.

Acolhemos indústrias. Deu certo. Deu tão certo que os diretores dessas multinacionais nos tiraram investimento, não porque estamos em crise, mas porque eles estão. Que gratidão! Ajudamos na produção com mão-de-obra barata, e hoje nos colocam na rua justificados por um problema que não é nosso. E nos vemos mais uma vez com medo.

Hoje nossos representantes chamam atenção do mundo, não mais pelas ditaduras sanguinárias, mas por desempenho econômico, por aumento de PIB, por discutirem e serem ouvidos, por disputar liderança mundial, por criar bases para que em um futuro muito breve nossos países possam desfrutar de números muito mais dignos.

Recorreram ao nosso continente. Observaram que a solução para crise, um potencial mercado consumidor, está aqui. Sejam bem vindos, aproveitem para conhecer nosso povo, nossa forma de trabalho, nosso respeito, nossa força. Conheçam e não queiram mudar, apliquem.

Sejam bem vindos, e muito prazer, somos filhos da América!


Prefeituras quebradas

Quarta-feira, 25/03/2009

Com a crise mundial, a arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) caiu drasticamente.

O referido imposto é cobrado pelo Governo Federal e é o carro-chefe do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Este fundo é responsável pela maioria de recursos em vários municípios. Muitas cidades dependem, e muito, dos repasses do Governo Federal.

Com a queda drástica de arrecadação neste fundo, vários municípios estão “quebrando” e uma situação de caos está se instalando.

Ontem, em Salvador, o presidente Lula prometeu uma solução para este impasse. Enquanto isso, vários municípios planejam entrar em greve, mantendo apenas os serviços essenciais. Isso mesmo, greve de município; dá para acreditar?

Era só o que nos faltava. Será a influência da Força Sindical!?