Natal

Quarta-feira, 23/12/2009

Caros amigos e leitores,

O ano se encerra, e com ele encerram-se nossas conquistas, nossas falhas, enfim…

Fim de ano é época para refletir. Festejarmos nossas vítórias e sermos indulgentes conosco em nossas derrotas. O perdão começa com a gente! Não lamente o que falhou, não chore a perda. Perdoa a si mesmo e siga em frente. Remoer o passado não nos faz crescer.

Vamos levar para 2010 apenas nossas conquistas. Estas sim devem ser lembradas, mas não idolatradas. Vitórias lembradas nos dão força para crescer, vitórias idolatradas nos fazem permanecer onde estamos.

Muito força a todos neste novo ano. Vamos praticar o bem, pensar no próximo, e nos amar. Pois lembrem-se do que disse Jesus: “ama o próximo como a ti mesmo”, ou seja, ame o próximo e ame a você.

Vamos fazer desta nossa Terra um ótimo lugar para se viver. Levemos para 2010 três palavras: Paz, Tolerância e Amor.

Feliz Natal e Ótimo 2010!

NR: Por motivos de força maior, novos posts apenas na primeira segunda-feira de 2010.


O êxodo

Terça-feira, 22/12/2009

Ano de 1941, plena ascensão da Segunda Guerra Mundial. O cerco aos judeus começa a fechar e são construídos, na Polônia, os guetos.

Um grupo de Judeus, no início três, resolver se refugiar em uma floresta no território Russo. Com o tempo, o grupo vai criando força e vira uma comunidade.

Liderados por Tuvia (Daniel Craig), o grupo passa por vários percalços e secessões até a glória final.

Sob uma analogia com a história bíblica do êxodo, Um Ato de Liberdade traz a crueldade praticada contra o povo Judeu e sua luta para fugir dela. O longa é baseado em fatos reais e traz o desfecho de seus personagens principais no final.

Um Ato de Liberdade (Defiance, 2008)
Duração:137 min.
Direção: Edward Zwick
Atores: Daniel Craig, Liev Schreiber, Jamie Bell, George MacKay, Alexa Davalos, Mia Wasikowska, Mark Feuerstein, Mark Margolis, Tomas Arana, Jacek Koman.
Disponível em DVD e Blue-ray


Tarantino não é normal!

Terça-feira, 15/12/2009

Imaginem um final alternativo para a Segunda Guerra Mundial. Pois é, Tarantino já o pensou e o transformou em filme. Este é o enredo de Bastardos Inglórios.

O filme se divide em atos, perfeitamente concatenados, onde se conta história em seu começo, meio e fim.

O longa trata da Segunda Grande Guerra, mas com quase nenhum rigor histórico. Não deixa de ser genial por conta disto; aliás, é este o seu toque a mais.

Com muito sangue e carnificina (marca registrada de Quentin), o filme se destaca pela criatividade. Seu roteiro é também espetacular, sem margens a lacunas.

Só para variar, Tarantino inova (novamente) em sua trilha sonora, onde é possível ouvir sons que lembram encontros amorosos em cenas de pura matança… Completamente não-convencional.

Filme: Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds)
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Eli Roth, BJ Novak, Mike Myers
Duração: 162 min.
Em cartaz nos cinemas.


Tragédia marcada

Quarta-feira, 09/12/2009

O caos provocado pela chuva sempre tem data marcada na maior cidade do Brasil. Ela é assídua, não falta um ano.

Mais uma vez a cidade de São Paulo parou ante a chuva que caiu madrugada adentro. Vidas perdidas, sonos atrapalhados, desespero à tona, enfim, o caos.

Diferentemente de alguns lugares do Brasil, principalmente na região sul, que estão sendo surpreendidos com os fenômenos meteorológicos, São Paulo não pode culpar São Pedro. Isto porque, enquanto nestes lugares a devastação da chuva está sendo novidade, na metrópole paulista é um acontecimento regular, e com data certa para ocorrer: dezembro/janeiro.

Será que o problema para o paulistano é difícil de se resolver ou não há solução mesmo? Finge-se que tomam medidas e todo ano vem o alagamento e leva correnteza abaixo as esperanças… Aonde vai tanto investimento sem solução? Tenho comigo que os governantes sabem o que fazer, mas não resolvem; não se sabe porquê.

Não é necessário ser um Mágico de Oz para solucionar o problema. Se bem que a vinda dele seria muito útil! Quem sabe não poderia ajudar os governantes a solucionar este problema dando-lhes um cérebro, um coração e coragem.


Deus é de Deus, religião é dos homens

Quarta-feira, 02/12/2009

No post anterior foi tratada a natureza corruptível do Homem. Neste quero falar um pouco da aptidão que o Homem em tornar corrupta coisas tão nobres.

A espiritualização deveria nos levar a um bem estar; quando digo nós digo o mundo. A essência da espiritualização com Deus (ou se preferirem: da devoção a Deus) é o amor, a caridade; é o amai a Deus e ao próximo como a ti mesmo. Aqui não há espaços para corrupção, falcatruas, desonestidades, ódio, intolerância e outros maus adjetivos.

Entretanto, as religiões (criações puramente humanas), que deveriam nos ajudar a aproximar do bem estar divino, estão até eivadas de corrupção. Mercantiliza-se a fé, brinca-se com a crença dos fiéis, desrespeita-se o ser humano. Isto é fato: capas de jornais e manchetes de notícia.

Caso citasse este ou aquele exemplo talvez o texto pecasse de imparcialidade, uma vez que todas as religiões apresentam suas falcatruas. No mais, deixo os jornais fazerem isto por mim.

Não prego a Ateísmo nem o abandono de religião, pelo contrário. Graças a Deus, reconheço que a grande maioria dos líderes religiosos estão dispostos a espiritualização do próximo. A religião tem importante papel social e realmente, na maioria das vezes, nos ajuda no encontro com Deus. Tenham uma religião, isto ajuda, e muito.

Defendo apenas a racionalização da fé, o crer sabendo no que crê. Chega de fechar os olhos para falcatruas religiosas. Pessoas como estas não merecem a energia positiva que emanamos com a nossa fé.

Acreditemos em Deus, Ele é o criador. Acreditemos nos dogmas de nossa religião. Mas não vamos apenas orar, vigiar também é preciso…


Corruptíveis Humanos

Segunda-feira, 30/11/2009

A cada dia os fatos corroboram minha conclusão: é da essência do ser humano se corromper.

Deixemos para lá as corrupções mais escabrosas, como a que envolve o Governo do Distrito Federal, desmantelada a pouco, mediante um vídeo onde é possível ver o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal guardando dinheiro indevido em todos os buracos que sua vestimenta oferecia.

Analisemos nós, pessoas honestas (aparentemente). Quando crianças, realizamos tarefas, que deviríamos fazer por nós mesmos, mediante incentivos de nossos pais, como, por exemplo, quando ganhamos presentes pelas boas notas na escola. É a corrupção se manifestando desde pequeno com conivência e apoio de nossos pais.

Chamo este método de criação de “Educação Corruptiva”. Os pais, ao invés de ensinar os filhos pelo método metódico preferem o método corruptivo, às vezes por lhes faltar paciência, outras por mero comodismo.

Concordo que uma ou outra recompensa por uma ou outra tarefa prodigiosa tem lá seu valor e é, quase sempre, salutar; mas condicionar toda a realização de dever a um presente sai das rédeas da recompensa, tornando-se corrupção.

Dessa forma, educamos nossas crianças no sentido de sempre exigir contraprestação a mais por algo que deveriam fazer de ofício.

Muitos, graças a Deus, conseguem não se deixar influenciar por este estranho método educativo e se tornam grandes pessoas.

Outros sofrem grande influência deste modo de criação e continuam assim quando adultos. Quando estas pessoas vão parar no serviço público é que vemos cenas como a citada no começo deste texto.

Apenas temo que eu tenha, com este texto, oferecido uma nova linha argumentativa para a defesa dos Corruptos. Estes poderão alegar: “a culpa não é minha; é dos meus pais, que assim me criaram”.


2012?

Quarta-feira, 25/11/2009

O presidente Barack Obama apresentará na conferência de Copenhague sobre o clima a meta de redução de 17% das emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos em 2020. A meta se amplia para 30% em 2025 e 42% em 2030.

Enquanto isto, olho pela janela do meu quarto e vejo tempestades que não me lembro de ter visto, e com uma razoável frequência. Se alguns cientistas ainda relutam em atribuir as consequências do mau tempo à emissão de gases do efeito estufa, a natureza está lhes mostrando esta correlação, e de maneira rápida.

A conscientização sobre a preservação da natureza é condição sine qua non para nossa sobrevivência. Um planeta mais aquecido que o normal traria catástrofes inimagináveis. Se estamos acostumados a viver com o errado, a natureza não. E ela sente a mais sutil mudança.

Ficamos sempre preocupados com fenômenos apocalípticos, como meteoros, doenças, entre outras e nos esquecemos que somos nós que estamos nos encarregando de acabar com a Terra.

O Apocalipse da vez é o baseado no filme 2012, que retrata o fim (ou a brusca mudança) da Terra no ano de 2012, baseando-se na data final do Calendário de Contagem Longa Mesoamericano, que possui ciclos de 5.125 anos e encerra-se no dia 21 ou 23 de dezembro de 2012.

Do jeito que a coisa anda acabaremos com o mundo antes desta data…


Apagão

Quarta-feira, 11/11/2009

O apagão de ontem surpreendeu, assustou e trouxe inúmeros prejuízos a muitas pessoas. Só quando ocorre uma situação desta nos damos conta do quanto somos dependentes da energia… Sem ela o mundo para!

Ocorre que muitos tiveram prejuízos com o apagão de ontem. E aí? Ficamos no prejuízo?

Nada disso. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade da Distribuidora de Energia independe de culpa, ou seja, provocou dano por causa da interrupção da energia, paga.

A página da Globo.com traz ilustrativo roteiro para quem pretender ver ressarcidos os prejuízos. Clique aqui para conferir.


Incoerência acadêmica

Terça-feira, 10/11/2009

Minha a avó sempre dizia: “Quem não pode com a mandinga, não carrega patuá”.

Pois é. A decisão da Uniban em expulsar a aluna Geisy Arruda, pelos seus próprios fundamentos (ou à ausência deles) não teria vida longa.

O Conselho Acadêmico, juntamente com a Alta Direção da faculdade, se mostraram inabilitados à promoção da educação no Brasil.

Foi o cúmulo da incoerência decidir algo em um dia e revogar a decisão no dia seguinte. Espera-se o mínimo de reflexão de uma Direção Acadêmica em decisões desta magnitude.

Era realmente de se estranhar a pretensa eficácia do Conselho Acadêmico em apurar e julgar o caso em tão pouco tempo. A eficiência se transformou em incompetência e a rapidez em preciptação, tornando lamentável o desenrolar dos fatos.

Vai a nossa solidariedade às verdadeiras vítimas deste episódio: os alunos não envolvidos nesta baderna que, muitas vezes, com dificuldade, pagam um curso universitário para buscar um futuro melhor.

Que estes tenham a serenidade de perceber que a culpa não foi da aluna da microsaia, mas do Conselho Direitor da faculdade e dos baderneiros que iniciaram toda esta confusão por nada.


A volta da intolerância

Segunda-feira, 09/11/2009

Não bastasse a intolerância sofrida pelos próprios colegas, a aluna Geisy Arruda, hostilizada por usar um microvestido rosa, foi expulsa da universidade em que estudava, a Uniban.

Realmente não consigo conceber a gravidade da punição para o ato apresentado. Mesmo não conhecendo a fundo as razões, acredito que não há justificativa plausível à punição dada à aluna.

A decisão, em minha opinião, está pautada de incoerência e irrazoabilidade. Uma vez adotado um critério, este deverá ser sempre usado, sob pena injustiça. Então pergunto: será que apenas ela usava vestidos deste tipo? atitude igual será tomada em relação as outras alunas?

Além da desproporcionalidade da punição, deve-se lembrar que a supressão de uma pessoa do seio do ensino é medida excepcional e deve ser adotada em casos extremos.

Diante das circunstâncias, acredito que seria oportuna a ingerência do Judiciário no caso, garantindo o retorno da aluna à faculdade. A Uniban, nesta decisão, atesta não cumpre com os primórdios básicos da educação e mostra sua péssima qualificação como universidade.

Ao expulsar a aluna, o corpo diretor somente ratificou a manifestação selvagem dos alunos. Diante de condutas como esta, que tipo de profissionais poderão sair desta instituição?