O apagão de ontem surpreendeu, assustou e trouxe inúmeros prejuízos a muitas pessoas. Só quando ocorre uma situação desta nos damos conta do quanto somos dependentes da energia… Sem ela o mundo para!
Ocorre que muitos tiveram prejuízos com o apagão de ontem. E aí? Ficamos no prejuízo?
Nada disso. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade da Distribuidora de Energia independe de culpa, ou seja, provocou dano por causa da interrupção da energia, paga.
A página da Globo.com traz ilustrativo roteiro para quem pretender ver ressarcidos os prejuízos. Clique aqui para conferir.
Minha a avó sempre dizia: “Quem não pode com a mandinga, não carrega patuá”.
Pois é. A decisão da Uniban em expulsar a aluna Geisy Arruda, pelos seus próprios fundamentos (ou à ausência deles) não teria vida longa.
O Conselho Acadêmico, juntamente com a Alta Direção da faculdade, se mostraram inabilitados à promoção da educação no Brasil.
Foi o cúmulo da incoerência decidir algo em um dia e revogar a decisão no dia seguinte. Espera-se o mínimo de reflexão de uma Direção Acadêmica em decisões desta magnitude.
Era realmente de se estranhar a pretensa eficácia do Conselho Acadêmico em apurar e julgar o caso em tão pouco tempo. A eficiência se transformou em incompetência e a rapidez em preciptação, tornando lamentável o desenrolar dos fatos.
Vai a nossa solidariedade às verdadeiras vítimas deste episódio: os alunos não envolvidos nesta baderna que, muitas vezes, com dificuldade, pagam um curso universitário para buscar um futuro melhor.
Que estes tenham a serenidade de perceber que a culpa não foi da aluna da microsaia, mas do Conselho Direitor da faculdade e dos baderneiros que iniciaram toda esta confusão por nada.
Não bastasse a intolerância sofrida pelos próprios colegas, a aluna Geisy Arruda, hostilizada por usar um microvestido rosa, foi expulsa da universidade em que estudava, a Uniban.
Realmente não consigo conceber a gravidade da punição para o ato apresentado. Mesmo não conhecendo a fundo as razões, acredito que não há justificativa plausível à punição dada à aluna.
A decisão, em minha opinião, está pautada de incoerência e irrazoabilidade. Uma vez adotado um critério, este deverá ser sempre usado, sob pena injustiça. Então pergunto: será que apenas ela usava vestidos deste tipo? atitude igual será tomada em relação as outras alunas?
Além da desproporcionalidade da punição, deve-se lembrar que a supressão de uma pessoa do seio do ensino é medida excepcional e deve ser adotada em casos extremos.
Diante das circunstâncias, acredito que seria oportuna a ingerência do Judiciário no caso, garantindo o retorno da aluna à faculdade. A Uniban, nesta decisão, atesta não cumpre com os primórdios básicos da educação e mostra sua péssima qualificação como universidade.
Ao expulsar a aluna, o corpo diretor somente ratificou a manifestação selvagem dos alunos. Diante de condutas como esta, que tipo de profissionais poderão sair desta instituição?
Estreia hoje nos cinemas o filme O Solista, dirigido por Joe Wright.
O longa conta a história de um músico, Nathaniel Ayers (Jamie Foxx), no qual sofre de esquizofrenia, que é encontrado nas ruas por um jornalista, Steve Lopez (Robert Downey Jr.), tocando um violino de duas cordas.
O Jornalista então começa a escrever colunas a respeito do músico, gerando, assim, várias situações.
O filme é baseado em história real.
Por ter passado por situações difíceis quando tinha 18 anos, o ator Jamie Foxx teve dificuldades para interpretar o personagem, dizendo que quase ficou realmente louco…
E para quem gosta de Blues (sexta à noite chama Blues heim…), vai aí uma performance de Keb’ Mo’, interpretando Dangerous Mood, no Piazza Blues Festival, em junho de 2001.
Às vésperas (bem, nem tão véspera assim…) de ser palco da final da Copa do Mundo e sede das Olimpíadas, o Rio de Janeiro vira palco digno de gerra civil.
Não bastasse a violência, tivemos que nos deparar com a seguinte afirmação do secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame (há quem diga Beltrano): “O Rio de Janeiro não é violento. O Rio de Janeiro tem núcleos de violência”.
O Excelentíssimo Secretário que perdoe minha ignorância, mas qual a diferença entre os dois?
Outra afirmação do Secretário talvez esclareça mais as coisas: “Nós temos índices de criminalidade em determinadas áreas do Rio de Janeiro, que são índices europeus.”.
Será então que parcela da população merece segurança e a outra não!? Será que basta parte do Rio de Janeiro estar seguro!? Será que é indiferente que pontos da cidade estejam em pé-de guerra!?
O certo é que a população carente da Cidade Maravilhosa está vivendo em condições subumanas, abaixo da linha do mínimo à dignidade humana, e este quadro tem que mudar.
Em tempo: apesar das críticas tecidas sobre as declarações do Secretário, estou gostando do seu trabalho e ponho fé nele; mas ainda há muito o que se fazer…
E não é que uma Juíza na Paraíba deferiu liminar autorizando as rodas de brigas de galo!?
Segundo a Magistrada, “não há no ordenamento jurídico vigente norma que proíba a prática do esporte denominado popularmente de briga de galo”.
Sugestão aos ambientalistas: mande a ela de presente uma cópia da Lei 9.605/98, que prevê, em seu artigo 32, pena de prisão de três meses a um ano para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. As Multas variam entre R$ 1.000 e R$ 1 milhão.
Em tempos de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável, uma decisão desta vai na contramão de tudo.
Para descontrair um pouco neste fim de tarde vamos dar uma olhada nesta bela interpretação da música Sons de Carrilhões, obra de arte do magnífico João Pernambuco: